O “Tigre do Pacífico” como é conhecido o Japão, vem sofrendo na sua economia, uma deflação que desorienta os governantes do Império do Sol Nascente. Este país Peninsular, formado por quatro grandes ilhas e mais de três mil pequenas ilhas localizadas entre o Mar de Okhotsk e o Norte do Oceano Pacífico, é uma Monarquia Constitucional desde l947. Tóquio é a sua capital, sendo a maior concentração populacional do mundo, com mais de 30 milhões de habitantes.

Empresas
País de primeiro mundo tem a segunda maior economia é o quarto maior exportador e o sexto maior importador mundial. Por tudo isto, a deflação no Japão assusta e até certo ponto, se torna incompreensível, principalmente aos olhos dos leigos em economia. Historicamente o Japão, após a Segunda Guerra Mundial, experimentou um desenvolvimento extraordinário quando em mais de três décadas desenvolveu intenso crescimento em suas exportações transformando-se numa maquina de Fazer Dinheiro que elevou o país a segunda maior economia mundial, mas isto não evitou a atual deflação que ocorre desde a década de 90.

Deflação no Japão
Com o grande crescimento econômico do país e a superprodução posta à disposição dos mercados importadores e empreendedores individuais, a contrapartida foi queda na demanda global, o que teria sido um fator importante na deflação do Japão que atualmente vem direcionando suas exportações para os países asiáticos, além de ter muita Cautela na Compra de Produtos importados. A deflação no Japão se caracteriza na baixa continua dos preços levados ao consumidor, ao contrário da inflação que aumenta os preços ao consumidor, para os quais, a deflação seria um fator favorável, pois baixaria o custo de vida. Mas não para o Japão cujo governo adotou o endividamento como estratégia para o desenvolvimento, o que teoricamente traria resultados em longo prazo, mas não aconteceu.

Trabalho
Tanto a estratégia do endividamento como a superprodução alcançada acabou provocando grandes dificuldades como quedas de preços, queda do consumo interno, fechamento de fabricas, desemprego e desequilíbrio da balança comercial que deprime a abertura do comercio global e o setor financeiro, sem recursos e sem Credito Imobiliário para o setor. Em meio a todas as dificuldades causadas pela deflação no Japão um dado é relevante, desde 1994 a deflação esteve em torno de 1%, e como não havia deflação salarial os lucros empresariais foram sumindo e provocando uma imensa e constante queda.
Desde l980 as taxas de crescimento do país deixaram de alcançar o índice de 3%, que era uma constante em sua economia até então. As causas da deflação no Japão vão além da política do endividamento, entre elas está à falta de Crédito Bancário e a queda violenta da bolsa de Valores de Tóquio que antes era um negócio do futuro e que chegou a um patamar de 80% atingindo frontalmente o mercado imobiliário. A dívida do Japão que hoje gira em torno de 7.000 bilhões de dólares é o grande peso da deflação e resta ao governo administrar, talvez buscando a reforma em seus conceitos administrativos.
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